quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Relendo o que já escrevi...
Estava lendo um rascunho que fiz para postar aqui e vi que não o havia feito. Surpresa! Pois o texto dizia exatamente o que deveria ser dito. Uma denùncia sobre a péssima prática de quem mora nesta capital de viver procurando um pistolão, peixe, amigo no gabinete para resolver nossos problemas. Enquanto alguns passam na frente os outros se veem prejudicados e não podendo usufruir o seu direito. No início de 2010 quis mudar de escola por não haver me adequado ao trabalho que me coube exercer (infelizmente não tenho mais idade para ensinar crianças de 4 anos de idade). Procurei a direção regional na qual estou lotada e percebi que não era só eu que estava insatisfeita, portanto a fila estava enorme. Durante o tempo de espera percebi que uma das professoras que trabalhava na mesma escola que eu se encontrava na mesma seção , mas não estava na fila e sim conversando com a chefia e se movimentando na repartição bem a vontade. A princípio não estranhei, como essa professora fazia parte da direção da escola seria natural seu trânsito livre na Regional de ensino. Chegando ao meu local de trabalho após quase três horas de espera para ser atendida e com a péssima notícia de que teria que receber os pequenos alunos no início do ano letivo fico sabendo que a mesma professora eu havia encontrado anteriormente, conseguira o que eu vinha tentando sem sucesso. Infelizmente, ou não, sou uma pessoa que não me calo. Procurei a diretora da escola no mesmo momento e questionei a situação. Porque ela tinha conseguido e eu não? Qual não foi a minha surpresa (ou não) quando a simpática e sorridente diretora me disse que o que teria facilitado o tal desfecho nada justo era o fato da citada professora ter feito parte da direção e manter um contato cordial com os funcionários responsáveis pela solução dos problemas dos professores. Minha intenção a princípio foi buscar no sindicato apoio para resolver esse cripocó, inclusive cheguei até a entrar em contato com o Sinpro que disse que buscaria uma solução justa. Quando fui chamada pela simpática diretora novamente para que ela me entregasse um documento simples de devolução que foi solicitado no início da situação. No mesmo momento retornei a chefe da seção que havia me dado um prazo de 15 dias para me atender novamente e tive um tratamento muito mais cordial e eficiente. O final pra mim foi feliz, pois me encontro em uma escola muito mais receptiva e competente, mas fiquei me perguntando. O que terá acontecido com as dezenas de professores que estavam na mesma situação que eu e que recebeu a mesma resposta, aguardar até que fosse conveniente para os que estão na Regional para solucionar tais questões? Espero que tenham tido a mesma sorte que eu e tenham sido mais felizes e 2010 que em 2009.
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